Moradores de Casa Branca sofrem com rodovia malconservada e marcam protesto
Moradores do distrito de Casa Branca, em Brumadinho, vêm enfrentando um tormento ao sair e voltar para casa: passar pela rodovia que liga o povoado à BR-040 e, de lá, a Belo Horizonte e aos demais municípios da Região Metropolitana. Além de estreita e bastante sinuosa, a estrada, que atravessa o Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, está em más condições. A reportagem constatou a presença de muitos buracos no asfalto, além de sinalização precária, com faixas de rolamento sem pintura e ausência de placas.
Os residentes de Casa Branca reclamam da letargia das autoridades para providenciar os reparos necessários na via. Diante dos problemas, os moradores convocaram um protesto pacífico para as 10h deste sábado (10/1), na própria estrada, próximo à entrada do distrito, para chamar atenção para a situação.
A psicóloga Morgana Ribeiro Nogueira, de 51 anos, residente em Casa Branca, pondera que a rodovia necessita, simplesmente, de obras de manutenção. Ela explica que, na região, é comum a formação de cerração, o que torna essencial a demarcação das faixas da pista, com tinta fluorescente e tachões (também conhecidos como olhos-de-gato), além de placas. "Quando tem neblina na Serra do Rola-Moça, você não enxerga 5 metros, 10 metros à frente", diz.
Morgana destaca que vários moradores precisam passar diariamente pela via, inclusive com crianças a bordo dos veículos. Por isso, vêm pedindo repetidamente pelos trabalhos de recuperação, que, no entanto, ainda não têm data para começar. "Essa manutenção deveria ter sido feita em julho ou agosto, antes das chuvas e da neblina, porque a serra fica perigosíssima", conclui.
"Esses trechos carecem de sinalização: elas se perderam com o tempo e ninguém faz a manutenção", corrobora o advogado Guilherme Siqueira de Carvalho, de 59 anos, que também vive em Casa Branca. "O mais importante, ali, é a questão da sinalização. Realmente, no escuro e com neblina, é um perigo", complementa. O morador acrescenta que parte do problema está na ausência de fiscalização ao tráfego de veículos pesados pela via, que danificam a pavimentação. Para ele, a estrada está em "estado de abandono".

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